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Desconforto epigástrico e diagnóstico diferencial com SCA

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Paciente do sexo feminino, 73 anos, hipertensa, dislipidêmica e diabética, com queixa de desconforto epigástrico há seis meses, com piora há 15 dias e intensificação do sintoma há 24 horas. Relata que o desconforto dura em torno de 15 minutos, de fraca a moderada intensidade (2/10) e melhora com alimentação. No entanto, no dia da admissão a dor não melhorou com alimentação, motivando-a procurar a emergência do hospital São Rafael, onde realizou este ECG: A paciente vinha em uso de metoprolol, enalapril, sinvastatina, metformina e insulina NPH. Traz cintilografia miocárdica realizada há um ano, laudado como isquemia discreta em parede inferior: Conduta: a) nova cintilografia miocárdica? b) cineangiocoronariografia? c) Endoscopia digestiva alta?

Acidente Vascular Cerebral em Idoso

M asculino, 91 anos, hipertenso, admitido com sensação de mal-estar, tontura, sudorese e palidez, além de cafaléia. Realizou TAC de crânio que mostrava hipodensidade em cerebelo direito e sinais de infartos lacunares antigos. Solicitado ecocardiograma transesofágico para elucidação da etiologia do AVC. O exame não evidenciou shunts intra cardíaco, entretanto à retirada da sonda foi visualizada a seguinte imagem:

IAM e Aneurisma de Coronária direita

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Paciente 41 anos, testemunha de jeová, obeso (IMC 31), dislipidêmico, admtido com quadro de IAM sem supra de ST, sendo submetido ao cateterismo cardíaco que evidenciou importante ectasia da coronária direita com fluxo TIMI muito lentificado com presença de trombos nessa artéria e demais artérias coronarianas normais. Foi submetido a Agino - TC (em anexo) com escore de cálcio zero. Não apresentava outras condições que justificassem tal alteração como uma causa secundária. Conduta: 1) Tratamento cirúrgico 2) Tratamento com intervenção coronariana percutânea 3) Tratamento clínico com AAS e clopidrogrel 4) Tratamento clínico com AAS, clopidrogrel e ACO 5) Tratamento clínico com ACO

Insuficiência Cardíaca de Etiologia desconhecida

Paciente MCLS, 71 anos, encaminhado para realização de Ecocardiograma transtorácico a fim de esclarecimento diagnóstico. Natural de Calumbi- PE e procedente de Juazeiro -BA, com relato de dispnéia e edema de MMII, inicialmente ao grandes esforços há + ou - 4 anos. Epidemiologia positiva para doença de Chagas. Diagnóstico de IC com sorologia negativa para Chagas, no momento em CFII. Há + ou- 2 anos, implantado marcapasso (VVI) por fibrilação atrial permanente com resposta ventricular baixa (FC média 52 bpm) e pausas de 2,4 segundos. Apresenta ainda arritmia ventricular frequente em tratamento com droga. Refere ainda dislipedima e gastrite de leve intensidade. Há +ou - 2 semanas de ralização do exame a paciente apresentou quadro de piora da dispnéia e aumento do volume abdominal (ascite?). Aumentado dose do diurético com boa resposta clínica. Atualmente em uso: Captopril (dose máxima tolerada), Caverdilol (dose máxima tolerada), Espironolactona, Furosemida 80mg/dia, Amiodarona, Digoxina ...

Tromboembolismo Pulmonar

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Paciente, 49 anos, hipertensa, obesa, com história recente de tratamento cirúrgico para varizes de MMII, foi admitida com quadro de mal estar mal definido, sudorese, naúseas, lipotímia e leve desconforto respiratório. No exame físico da unidade coronariana apresentava-se ansiosa (sem outras alterações do estado mental), taquicárdica (FC: 108 bpm), eupnéica (FR: 18ipm), com saturação periférica de 98% em uso de O2 por cateter nasal, com níveis pressóricos elevados (PA: 150x84 mmHg), sem referir dor torácica ou desconforto respiratório. Negava comorbidades prévias. Visto que, apresentava alta probabilidade de TEP, foi submetida a investigação com angio-TC que evidenciou trombo central nas artérias pulmonares direita e esquerda, além de ecocardiograma que evidenciou imagem compatível com trombo no interior de átrio direito, móvel, filamentar, medindo 5 cm, indo desde o assoalho atrial e ultrapassando o plano valvar tricuspídeo com disfunção importante de VD e PSAP: 59mmHg. Apresentava ele...

Conclusão do caso de aneurisma de coronária causando IAM

Ao se deparar com o caso ilustrado anteriormente, foi optado por anticoagulação plena + antiagregação plaquetária. Após nove dias, o paciente evoluiu com hematúria, sendo suspensa a enoxaparina plena, com melhora desta complicação. Repetido o CATE dez dias após, demonstrando que não havia mais a imagem de oclusão de DA distal e a imagem correspondente ao aneurisma com menos retenção de contraste. Então foi dado alta ao paciente em uso de antiagregante plaquetário (AAS), ficando do mesmo retorna com 3 meses para repetir o CATE e de se fazer busca ativa em familiares do mesmo de outros casos de aneurisma de coronária. Vale a pena ressaltar, que este não é um caso comum e que não muita evidência na literatura sobre o tratamento ideal. Segundo um artigo de revisão publicado no CArdiology in Review (2008; 16; 301-304) por Paul Cohen e Patrick T. Ogara, a associação mais comum de aneurisma de coronária é com doença arterial coronariana (50%), seguido de doenças congenitas (20-30%), além de o...

Conclusão do caso de Dor abdominal e diagnóstico diferencial de IAMSST

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O caso postado na semana passada foi introduzido para exemplificar a importância do exame clínico. Ao examinar a paciente, deparamos com esta imagem: Dado então o diagnóstico de herpes zoster, desistido então de estratificar a paciente, ficando como IAM tipo 2. Recebeu alta em boas condições clínicas, terminando o tratamento a nível ambulatórial

Achado Subxifóide

Paciente feminino, 33 anos, portadora de valvulopatia reumática com insuficiência mitral, em acompanhamento clínico. Assintomática, procurou atendimento no ambulátorio para realização de ecocardiograma de " rotina". Durante realização do exame foi visualizada a seguinte imagem: Diante de tal achado, qual a melhor suspeita? - Trombose? - Massa tumoral? - Artefato? Retornaremos em breve com a resolução do caso! *Postado pela Dra Manuela Araujo através deste usuário Resolução: A paciente em questão realizou Angi-Tc abdominal com o seguinte laudo: *Volumosa formação, hipervascularizada, com áreas de necrose, medindo 19cmx12cm, localizada no hipocôndrio esquerdo. A referida lesão invade a veia renal esquerda e prolonga-se para o interior da veia cava e até o terço superior da veia gonadal esquerda. Desloca ainda o baço superiormente, o rim inferiormente e tem íntimo contato com a artéria renal esquerda, deslocando-a para baixo. Desloca também o pâncreas inferioromente além de comp...

Dor Abdominal com Suspeita de Infarto do Miocárdio

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Paciente do sexo feminino, 92 anos, hipertensa, em uso crônico de Aliskereno e Amiodarona. Admitida na emergência deste hospital com quadro de dor em hipocôndrio esquerdo há seis dias. Inicialmente atendida por serviço médico domiciliar, medicada com sintomáticos, com melhora parcial do quadro (SIC). Há 36 horas evolui com náuseas, vômitos, sonolência e tontura, apresentando piora deste quadro há 06 horas da admissão hospitalar. Atendida novamente pelo serviço médico domiciliar (ambulância), sendo administrado anti-eméticos, evoluindo com piora da sonolência, procurando assistência médica neste nosocômio. Admitida na emergência com os mesmos sintomas e levemente hipotensa. Realizado ECG, demonstrado ao lado. Seriado marcadores de necrose miocárdica com CKMB massa de 6.86 - 8.88 e troponina T 0.206 - 0.228. Dosado Hb 12.2, Ht 39%, leucócitos 16.600 (seg. 89%, bt 1%, lif. 6), plaquetas 130.000, creatinina 1.5, uréia 29, Na 129 e K 4.4. Ecocardiograma transtorácico com ...

Aneurisma de Coronária Causando Infarto do Miocárdio

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Paciente masculino, 43 anos, hipertenso com diagnóstico recente e sem outros fatores de risco para DAC, foi admitido dia 18/04 em Unidade de Emergência do HSR com quadro de dor torácica posterior e irradiação para região retroesternal de duração aproximada de 40 minutos. Inicialmente interpretado pelo paciente como sintoma dispéptico ou empachamento pós-alimentar, mas como a dor persistiu com moderada intensidade (5/10) e associou-se a diaforese, procurou ambulatório médico da empresa, onde foi feito aspirina (200 mg) e nitrato sublingual, com melhora dos sintomas após este último. ECG traçado no ambulatório médico com ritmo sinusal, FC aproximada de 60 bpm, SAQRS normal, ARV inferior e supradesnivelamento de ST com concavidade para cima compatível com alteração precoce de repolarização em parede antero-lateral e lateral. Troponina após admissão na emergência (após 8 h de início da dor) de 0,1, com MB massa pouco elevada. Foi internado em UCI para investigação. Vale ressaltar que o pa...