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Série DAC – Estudo CURE

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Série DAC - Estudo Cure                                                                                                                                                                                                                                                                                    ...

Série DAC: ESSENCE trial e a (desnecessária) superioridade da enoxaparina

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http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJM199708143370702                 1988 trouxe para o cenário das SCAs uma terapia revolucionária: a anticoagulação com heparina não fracionada (HNF), estudada por Théroux e cols, mostrava-se capaz de reduzir infarto e angina refratária em paciente com angina instável. Terapia de eficácia comprovada, porém com os conhecidos inconvenientes inerentes àquela heparina: interferência por plaquetas ativadas, anticoagulação errática, necessidade de monitorização sistemática do TTPa e incidência aumentada de trombocitopenia induzida por heparina. O advento da heparina de baixo peso molecular (HBPM) e os respectivos trabalhos que demonstraram seus benefícios levantaram uma indagação interessante: "HBPM é melhor que HNF no contexto de SCA?"                 A resposta para esta questão veio em 1997 por meio do Essence tria...

Série DAC: O estudo GUSTO IIB.

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A CLINICAL TRIAL COMPARING PRIMARY CORONARY ANGIOPLASTY WITH TISSUE PLASMINOGEN ACTIVATOR FOR ACUTE MYOCARDIAL INFARCTION. N Engl J Med 1997; 336:1621-1628 June 5, 1997 DOI: 10.1056/NEJM199706053362301 Quando pensamos em Infarto com elevação do segmento ST, fazemos um link quase que imediato com cateterismo/angioplastia. Contudo, não nos preocupamos em checar de onde surgiu essa conduta no mundo da medicina baseada em evidência. Em 1997 foi publicado na The New England Journal of Medicine um estudo chamado GUSTO IIB. Este estudo teve como objetivo comparar angioplastia coronariana versus trombólise no infarto com supra do segmento ST, tendo como desfecho primário morte, reinfarto não fatal e acidente vascular cerebral não fatal com sequela em período de 30 dias. Quando lemos o título desse artigo nos tempos atuais pensamos: “Claro que angioplastia é superior a trombólise!”  Será? Foi um estudo aberto, multicêntrico, randomizado, com N de 1138 paciente...
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HOPE 3 E SUA POLARIDADE NOS RESULTADOS Em abril desse ano, foi publicado simultaneamente no NEJM, os dois braços do estudo HOPE 3 onde avaliou pessoas sem doenças cardiovasculares, mas com risco intermediário para tal, a fim de analisar o impacto na redução na pressão arterial e nos níveis de colesterol. Foi um estudo multicêntrico (participaram todos os continentes), randomizado, placebo controlado, onde se propôs a comparar 12.700 pacientes entre eles mulheres acima de 65 anos, homens acima de 55, aqueles com relação cintura quadril aumentados, além de pessoas com baixo HDL, tabagismo atual ou recente, história familiar de DAC precoce, alteração na glicemia e leve disfunção renal (nessa população, haviam não hipertensos e hipertensos com PA controlada). Após a fase de run-in (retirou os maus aderentes e que tiveram efeitos adversos importantes), estes participantes foram randomizados a receberem a combinação de Candesartana/HCTZ versus placebo em um braço, e Rosuvastat...
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DAPT Score -   uma  tentativa de graduar e padronizar a incerteza                            JAMA . doi: 10.1001/jama.2016.3775. Published online March 29, 2016. Após resultados de diversos estudos em síndrome Coronariana Aguda (SCA), a dupla antiagregação plaquetária (DAPT) tornou-se pilar fundamental no manejo clínico desses pacientes, principalmente naqueles submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP). Seja no Guideline Europeu, Americano ou Brasileiro é recomendação classe I com nível de evidência “A” o uso da dupla-antiagregação plaquetária até um ano após o evento. Entretanto, naqueles pacientes que ao longo do primeiro ano não tiveram nenhum evento isquêmico ou hemorrágico e fizeram uso regular da DAPT, existe a dúvida do benefício da continuação da mesma [apesar da publicação prévia do PEGASUS TIMI 58 (NNT próximo ao NNH)]. Ao mesmo tempo em que é plausível pensar que a con...

Estudo ATMOSPHERE – Alisquireno X Enalapril no tratamento da Insuficiência cardíaca: Uma associação segura? Uma substituição adequada?

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http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1514859 Em abril de 2016 foi publicado no NEJM o ATMOSPHERE ( “Aliskiren Trial to Minimize Outcomes in Patients with Heart Failure )”, estudo duplo-cego, multicêntrico, randomizado, iniciado em 2009, que teve como objetivos comparar a superioridade ou a não-inferioridade do Alisquireno em relação ao Enalapril e a superioridade da associação Alisquireno-Enalapril em comparação à monoterapia com Enalapril nos portadores de insuficiência cardíaca crônica. Desde que o benefício dos inibidores da ECA no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida foi bem estabelecido,  alternativas no bloqueio do sistema renina-angiotensina têm sido buscadas para pacientes que não toleram estas drogas, ou ainda, como forma de potencializar seus efeitos. Os primeiros substitutos eficazes foram os Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina, com benefícios já bem comprovados nos portadores de insuficiência cardíaca crônica. S...

CESAR trial: a linha torta entre azáfama e ludíbrio

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http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(09)61069-2/abstract                Num artigo que pareceu escrito aos trancos e barrancos, os pesquisadores do estudo CESAR se propuseram à audaciosa tarefa de comprovar a eficácia, custo efetividade e custo utilidade de uma terapia digna tanto de respaldo quanto de polêmica. A membrana extracorpórea de oxigenação (ECMO), concebida na década de 50 por dr John Gibbons e cols como uma terapia de suporte para paciente com disfunções cardiopulmonares graves, nunca foi devidamente testada e sua aplicabilidade no meio hospitalar sempre foi restrita.                 O CESAR publicado em 2009 considerou um protocolo randomizado, aberto, multicêntrico e pragmático tendo como variáveis preditoras a ECMO x terapia convencional, numa população com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA).  ...

SEMPRE TEMOS QUE DEMOSTRAR SUPERIORIDADE?

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http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1514616 Quando estamos de frente a um artigo científico, pensamos quase de imediato, será que essa nova terapêutica é melhor do que a padrão? Será que essa busca eterna pelo resultado superior é o mais importante em um estudo? O PARTNER 2 é um exemplo de estudo que não seguiu essa linha clássica de superioridade na comparação entre grupo do TARV  (Transcatheter aortic-valve  replacement)   e a troca valvar cirúrgica. O estudo foi realizado para avaliar a não inferioridade do grupo TARV frente à troca valvar cirúrgica. U m estudo de não inferioridade, tem com finalidade demostrar uma certa igualdade ou até que demostre uma inferioridade até um limite, este limite seria um intervalo de confiança (IC) pré-estabelecido, por convenção um IC de até 1,5; no PARTNER  2 foi estimado um IC de ATÉ 1,20. Como um estudo pode demonstrar relevância tendo IC maior do que 1? Em estudo de não inferior...